A dor da separação

Eu já senti essa dor antes.

Ela vem de dentro. Do fundo. Do centro do peito.

Ela traz um vazio. Traz um sentimento de falta. De uma parte de você que falta.

Era o término do relacionamento. A falta da outra pessoa.

Quando sinto uma dor hoje, eu tento respirá-la. Respirar e colocar toda a minha atenção nela. Pra conseguir entender. Por que é que eu sofro? Por que ela me incomoda? O que me incomoda? O que posso fazer pra parar de incomodar?

Aí eu respiro e fico uns minutos lá. Às vezes preciso de mais tempo. Como agora. Precisei de muito tempo. Até entender…

Enquanto respirava essa dor me vieram outras dores. Menores, mas que vinham do mesmo lugar e traziam a mesma sensação em intensidades diferentes.

 
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É a dor da separação.

Aquela que dá quando temos que nos separar.

Quando você leva alguém até o aeroporto. Ou quando termina aquela viagem.

Quando acaba aquela festa e a música para. Ou quando chega o final do domingo e cada um tem que ir pra sua casa.

Quando entramos em carros separados e nos despedimos. Ou quando termina aquele jogo.

Eu sentia isso quando terminava a brincadeira e quando minha mãe me deixava na escola.

Quando você sabe que aquele filme tão bom está no fim, ou quando assiste o último episódio daquela série.

Quando termina aquela sessão de massagem ou quando toca o despertador e seu sonho é interrompido.

É a dor da separação.

Todas as dores vêm do mesmo lugar. Ela começou quando você nasceu.

Quando se separou do todo.

Antes de virmos para cá, éramos consciência da totalidade. Éramos almas unidas ao todo. E viemos para cá para viver a experiência da separação, da dualidade, das emoções e da terceira dimensão.

Então nascemos.

 
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E quando nascemos, nos separamos.

E por isso choramos logo ao desembarcar aqui.

E aí a vida toda tentamos reestabelecer essa ligação. Tentamos nos conectar, nos preencher.

Fazemos isso buscando pessoas, buscando amor, buscando relacionamentos, buscando experiências que nos conectem ao todo novamente.

Queremos colo, queremos elogios, queremos abraços, queremos beijos, queremos carinho, queremos sexo, queremos aprovação.

E o problema disso é que tudo isso termina. Uma hora acaba. Não é permanente. E aí sofremos. Sofremos essa dor do término. Do fim. Da separação.

E é na dor que podemos aprender. Na dor que podemos nos lembrar. Podemos aproveitar a dor da separação para nos lembrar de que essa conexão tem que vir de você com você mesmo.

De que é possível se reconectar somente quando você se conecta a sua espiritualidade. Quando se conecta ao que é divino para você. Quando se conecta à sua natureza.

Nesse momento você se lembra. Se lembra de quem é, se lembra de que tudo isso é apenas uma experiência. Um jogo.

E reconectado, com a consciência de que você é muito maior que isso, que você não termina onde termina sua pele, que você é a soma de tudo o que acontece aqui, o sofrimento cessa.

A dor termina quando você se lembra.

Respire essa dor. Sinta a separação. E aí lembre-se de onde é sua casa…


fonte:

http://gustavotanaka.com.br/a-dor-da-separacao/

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