7 maneiras que a ciência já usou para tentar explicar o Déjà Vu

Se você está lendo isso, provavelmente já passou por uma dessas situações. Você está vivendo o seu dia normalmente quando, de repente, você sente que já viveu aquela situação antes. Mesmo que você reconheça tudo o que está vivendo, não consegue controlar a situação e nem mesmo entender o que acontece. A esse fenômeno, damos o nome de déjà vu.

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O termo vem do francês e significa “já visto”. Quando passamos pela experiência, no entanto, diz respeito a uma ocasião que parece já ter sido vivida anteriormente, sem tirar nem por nenhum detalhe. A ficção já tentou associar o fenômeno a várias explicações curiosas, mas a ciência ainda tenta desvendar a verdadeira explicação para a sensação tão comum para tantas pessoas.

Atualmente, existem várias teorias que visam entender o déjà vu, então vamos explorar algumas delas.

1 – Nossos sentidos podem estar nos enganando

Uma vaga teoria sobre o fenômeno sugere que ele acontece apenas por uma espécie de truque que o nosso corpo está pregando. Quando nossos sentidos e nossa percepção do mundo não estão muito alinhadas, a culpa pode ser dos sentidos.

Para entender isso, imagine uma situação em que você entra numa padaria que você nunca viu antes na vida e sente o cheiro dos pães preparados ali. Apesar de você não conhecer o lugar, seu cérebro se lembra do aroma e tenta relacionar isso a uma experiência anterior, fazendo com que pareça que você já viveu aquela situação. O mesmo pode acontecer quando você ouve algum som específico, vê imagens que ativam a memória ou tem conversas recorrentes.

A teoria faz sentido, mas como a maioria das que vamos ver aqui, não tem como ser provada.

2 – Pode ser um erro de arquivo da memória

Falando assim, parece que estamos tratando o cérebro como uma máquina, o que é quase verdade. Uma possível explicação para o déjà vu sugere que nossos circuitos cerebrais podem se confundir e alojar algumas memórias em lugares inesperados, criando as faltas interpretações.

Suponha que você visite um lugar novo, assim como no exemplo anterior. Assim que você chega, você tem a impressão de que já conhece o local e as sensações que ele oferece, mesmo que tenha certeza que isso não é possível. O que pode estar acontecendo é que o seu cérebro está colocando as novas informações ligadas àquela experiência e colocar num espaço destinado a memórias antigas, dando a sensação de que algo inédito já foi vivido em outra ocasião.

3 – Sua memória pode ser ruim

Algumas teorias mais simples sugerem uma explicação bem menos criativa. Você simplesmente não consegue se lembrar do motivo pelo qual aquela experiência parece tão familiar.

De acordo com um exemplo da professora de psicologia cognitiva Anne Cleary, da Universidade de Colorado State, se você visita o Museu do Louvre em Paris pela primeira vez, por exemplo, pode ter uma sensação familiar ao ver algumas obras ou mesmo a famosa pirâmide de vidro no exterior do museu, mesmo que nunca tenha ido ali.

Isso pode acontecer porque você já viu aqueles espaços em várias situações, como fotos de outras pessoas, filmes ou documentários que exploram o local. Nesses casos, apesar de se lembrar do ambiente, você não consegue buscar isso na memória e não sabe porque a situação parece tão familiar.

4 – Você pode estar produzindo uma memória falsa

Em situações rotineiras, como pegar o ônibus ou o carro para o trabalho, você pode fazer contato visual com uma pessoa aleatória, o que pode acontecer várias vezes ao longo do dia e não é interpretado como algo especial que mereça uma memória. Semanas, meses ou anos depois, o processo se repete e você tem a vaga sensação de que já viu aquela pessoa antes.

O problema é que você não se lembra realmente da face da pessoa que você viu no caminho, pois o evento é tão comum que não marca uma lembrança no seu cérebro, mas a sensação é tão semelhante que o cérebro acaba acreditando que está vivendo algo igual. Você se torna tão convencido disso que acaba criando uma falsa memória que simplesmente não existe, preenchendo os lapsos de informação.

Assim como todo mundo mente de vez em quando (e nem adianta falar que não, pois será uma mentira), o seu cérebro também cria pequenas mentiras pra você não se sentir muito perdido.

5 – Você pode estar sem prestar muita atenção

Numa era em que a nossa atenção troca de foco o tempo todo, com smartphones, redes sociais e informações de todos os lados, é fácil estar distraído. Isso poderia ser a explicação para alguns casos de déjà vu, por exemplo num encontro casual com amigos.

Se esse encontro hipotético acontece num novo ambiente, por exemplo, e ao entrar você não repara em nada ao seu redor e se volta para o celular, ao olhar para o ambiente depois disso, pode ter uma sensação de déjà vu. A verdade é que o seu cérebro está apenas se lembrando do primeiro contato visual com o ambiente, mesmo que você não tenha absorvido essas primeiras informações, que não foram interpretadas de maneira consciente.

6 – Tudo pode ser apenas uma sensação de familiaridade

De acordo com Paul Reber, professor de psicologia na Northwestern University, todos os estudos e teorias que lidam com memória concordam que o processo é feito de duas etapas: familiaridade e lembrança. O primeiro deles acontece muito mais rapidamente.

Para esclarecer, Reber utiliza o exemplo da visita a um aeroporto. Mesmo que você nunca tenha visitado uma cidade, quando você chega a um aeroporto desconhecido, a sensação de que você já esteve lá sempre existe. Talvez você tenha apenas visto outros aeroportos com as mesmas características e está buscando essa familiaridade em seu cérebro.

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Ao analisar a situação dessa forma, pode ser que o déjà vu seja apenas um resultado da sensação de familiaridade com a tentativa do cérebro de preencher as lacunas entre a vaga memória e o momento atual.

7 – Seu cérebro pode estar falhando

Calma, não precisa achar que é um problema grave!

A familiaridade que mencionamos no interior é processada em uma área bem específica de nosso cérebro. Assim como os computadores e equipamentos eletrônicos, o cérebro também não funciona perfeitamente 100% do tempo, o que poderia acabar causando o déjà vu.

O cérebro pode ativar o córtex da familiaridade sem ativar os circuitos responsáveis pela memória, criando a sensação de que você já passou por aquela situação em outros momentos de sua vida. É algo que parece que você deveria lembrar, mas simplesmente não consegue.

Em resumo, o déjà vu poderia ser o seu cérebro cometendo alguns deslizes, assim como um computador antigo que apresenta notificações inesperadas a qualquer momento.

Como deu pra perceber, a maioria das ideias realmente pode fazer sentido, mas a ciência ainda não consegue provar nenhuma delas, o que deixa tudo ainda mais misterioso. Talvez tudo seja mesmo uma falha na Matrix, como o filme sugere.

fontes:

http://www.grunge.com/62239/ways-science-trying-explain-deja-vu/

http://www.fatosdesconhecidos.com.br/7-maneiras-que-ciencia-ja-usou-para-tentar-explicar-o-deja-vu/

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